Mulheres de Sucesso do Brasil

O mês de março é conhecido internacionalmente como mês da mulher e  é marcado por uma história de luta pela igualdade. Iniciou-se como uma batalha em busca de melhores condições de trabalho e salários. Contudo, diversos pontos precisavam ser mudados para que os direitos fossem equivalentes. 

A Organização das Nações Unidas estabeleceu o dia 8 de março como Dia Internacional das Mulheres. A data teve sua primeira comemoração há poucos anos, em 1975. 

Ainda estamos em um mundo que propicia liderança aos homens. Por isso, é muito especial e importante quando vemos uma mulher na “chefia” do meio corporativo. A representatividade de um cargo alto inspira demais mulheres a seguirem seus sonhos, enquanto é uma amostra de que a sociedade está caminhando para uma  realidade de gêneros mais igualitária.

Para homenagear e incentivar as grandes mulheres que estão conosco, a Trampa preparou uma lista de representantes do sexo feminino que tem uma história inspiradora de sucesso.

Sucesso tem idade?

Hoje em dia, estamos em busca do sucesso cada vez mais cedo. Está bem mais fácil empreender e  transformar seu sonho em realidade, se compararmos com os anos 2000. O melhor é que através do seu negócio você pode influenciar e inspirar outras pessoas.

É o caso de Maytê Carvalho, que correu atrás dos próprios sonhos desde muito nova., Quando jovem, foi vencedora no programa O Aprendiz etambém conseguiu um investimento para o seu negócio no programa Sharktank.

Aos 18 anos, Maytê começou a carreira no grupo WPP,  onde teve oportunidade de atender marcas como Unilever e O Boticário.

Foi quando  se inspirou em empreender na área da beleza e viu uma grande oportunidade, Lançando o app Beleza de Farmácia – que chegou a ser o número um na AppStore. O aplicativo demonstrava cores de esmaltes de grifes que eram correspondentes a produtos mais acessíveis. 

Ela não parou por aí. Seguiu alinhando seus interesses com diversos empreendimentos. Maytê sempre reforça a bandeira do empoderamento feminino. Para ela, é necessário que seja promovida uma rede que suporta mulheres que queiram abrir seus negócios. 

Maytê foi eleita pela Revista GQ como uma das seis grandes mulheres líderes de startup no Brasil. Ela tem como grandes referências outras mulheres empresárias e acabou se tornando uma referência para mulheres que querem empreender.

Para que mais pessoas consigam iniciar sua carreira no empreendedorismo – ou até mesmo passar por uma entrevista de emprego – Maytê Carvalho escreveuo livro  Persuasão – Guia Prático, e está na lista de best-sellers no Brasil

Idade não é sinônimo de maturidade. Você pode, muito bem, ser uma pessoa nova e prosperar, principalmente se tiver pessoas influentes que te inspirem em como trilhar seu caminho. 

Pioneira do e-commerce

O e-commerce, no Brasil, é algo relativamente novo. A grande crescente atual se deu por conta da pandemia,período em que muitas lojas físicas precisaram se manter fechadas ou com horário de funcionamento reduzido. Assim, os lojistas tiveram como opção colocar seus produtos à venda em lojas virtuais.

Todavia, lá atrás, entre durante os anos 90 e início dos anos 2000, a internet em si já era algo recente. Não existiam muitas opções de compra online nem consumidores acostumados a comprar desta forma. O e-commerce era algo incerto, desconhecido. Alguém teve que abrir o caminho.

No Brasil, tivemos uma personagem muito importante na inovação de vendas, Luiza Helena Trajano. Atual presidente do Conselho de Administração da Magazine Luiza e a maior acionista da empresa.

Diferente do que muitos pensam, o nome da rede não se deve à Luiza Trajano, mas sim a sua tia, a primeira dona da empresa. Luiza Helena trabalhou durante anos na loja, passando por vários departamentos. Em 1991, assumiu a liderança.

Com uma mente empreendedora e extremamente inovadora, assim que assumiu a o cargo de diretoria, buscou implementar estratégias que não eram comuns para a época. Luiza Helena foi precursora das lojas virtuais, as iniciando em 1992. No começo dos anos 2000, a Magazine Luiza, finalmente, lançou o site de e-commerce. 

Enquanto isso, comprava diversas grandes redes de lojas, como as Lojas Líder. O crescimento foi tanto que, em 2011, a empresa foi capitalizada na bolsa de valores. Devido às inúmeras inovações bem sucedidas, a companhia se manteve líder do ranking da Bovespa por mais de um ano.

Hoje, Luiza foca seus esforços no grupo Mulheres do Brasil, que incentiva micro e pequenos negócios do país. A empresária tem sua fortuna estimada em 4,9 bilhões de dólares.

Além de tentar alavancar pequenos negócios brasileiros, Luiza Helena Trajano sabe que é uma das poucas líderes do sexo feminino na America Latina e por isso busca combater a desigualdade no mercado de trabalho. 

Uma das bandeiras levantadas pela empreendedora é a do empoderamento feminino. Por conta do histórico de desigualdade em relação aos homens, Luiza acredita em cotas para as mulheres em empresas. Não é por não acreditar que as profissionais não conseguiriam se capacitar para os cargos, mas para que as empresas possam dar oportunidades a mulheres – muitas vezes mães – que seriam negadas só pelo seu gênero.

A representante do Vale do Silício

O Vale do Silício é uma região da Califórnia – EUA conhecida por abrigar diversas empresas mundialmente conhecidas, como Apple, Facebook, Google etc. Lá, temos uma representante brasileira que foi precursora de métodos de aceleração de startups. 

Bedy Yang mudou de país porque seu marido foi transferido para a Califórnia. Ela, que tinha formação pela Fundação Getúlio Vargas, viu como uma oportunidade de um novo começo.

De início, Bedy entrou como sócia de outra brasileira em uma loja nos EUA.  Passou três anos administrando o negócio, mas sentiu falta de escalabilidade e impacto. Ela tinha a vontade de ter acesso ao mercado e gerar oportunidades para outras pessoas.

Por isso, se afastou da loja, quebrou o ciclo que estava vivendo e foi para China realizar um trabalho voluntário de consultoria para acesso ao mercado e geração de renda. Uma das maiores lições que Bedy passou ao mundo foi que, mesmo sem recursos financeiros próprios, conseguiu formar uma rede de pessoas em que um ajudava o outro a escalar nos negócios.

Em 2009, Bedy participou de um evento no Vale, que abordava o tema de conexão entre investidores e empresas que precisavam de recursos. Foi quando percebeu que não existiam tantos brasileiros com a mesma oportunidade, mas ela desejava mudar isso. Passou a buscar por empreendedores no Brasil que pudessem ser trazidos ao mesmo local.

Bedy, então, montou uma rede chamada Brazil Innovators, que conectava empresas brasileiras com grande potencial com o Vale do SilícioCom mais de 15 mil membros participantes. O grupo chamou a atenção de investidores que, antes, não tinham Brasil como foco. 

Foi assim que ela chegou ao Vale do Silício. Bedy Yang, investindo “apenas” seus recursos humanos, foi capaz de mudar as formas de impulsionar empresas. A empreendedora passou a trabalhar para a 500 Startups – fundo global de capital de risco e aceleradora de startups –  em 2010. 

A história da Bedy mostra que um sonho pode, sim, dar muito certo. Mesmo sem todos os recursos necessários, pode ser que você encontre pessoas ao longo do caminho que estão dispostas a te ajudar. Conexões movem o mundo. 

Banco Inovador

Provavelmente, quando falamos sobre fundadores de bancos, você pense em homens de meia idade, que muitas vezes deixam a família de lado para cuidar dos negócios. Tudo o que Cristina Junqueira definitivamente não é.

O roxinho Nubank, com certeza, fez uma revolução como banco digital. Não só a forma como as transações monetárias e o crédito são lidados, mas a comunicação do Nu se tornaram referência para demais empresas.

Cristina foi responsável por parte desta inovação. A engenheira trabalhou em bancos tradicionais por anos como consultora estratégica. Ao enxergar uma oportunidade, ela – juntamente à dois sócios – fundou o Nubank.

Na época, Cristina estava grávida. Foi a primeira mulher a aparecer na capa da Forbes ostentando um barrigão, em suas últimas semanas de gravidez. Ela mesma diz que o Nubank e sua filha nasceram ao mesmo tempo. A empresária, inclusive, entrou em trabalho de parto em plena reunião com os sócios. Ela se usa de exemplo para demonstrar que mulheres podem, sim, formar uma carreira e constituir família ao mesmo tempo. 

Cristina, hoje, tem duas filhas, segue o seu trabalho no Nubank e incentiva diversas mulheres que precisam conciliar a maternidade com o profissional. Em suas redes sociais, a maior dica que ela dá para mulheres que são mães e empreendedoras é: se perdoe!

Não é um espanto que ela conquistou o posto de única brasileira presente na lista Fortune 40 under 40. Além de ser reconhecida pela revista Forbes como uma das 20 mulheres mais poderosas do país.

As quatro representantes aqui citadas representam força, criatividade, inovação, força de vontade e muitas outras características presentes em todas mulheres. São exemplos de luta e crescimento. Mesmo sem ter recursos financeiros ou até mesmo constituindo uma família, foram firmes em suas ideias e levaram seus negócios a outro nível.

A Trampa deseja um feliz mês das mulheres para todas as que nos acompanham. Que vocês sejam representantes da força e possam ver a mudança para um mundo igualitário. Sejam Luizas, Maytês, Bedys e Cristinas em suas redes de contatos.