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Dia do trabalho: a evolução da contratação e tendências futuras

Maio se inicia com o Dia do Trabalho – ou Dia do Trabalhador. Por isso, decidimos abordar um pouco sobre a história e evolução de contratações e prestações de serviço. Também incluímos algumas informações sobre o momento atual e as próximas tendências deste tema.

Atualmente, é possível encontrar diferentes gerações no mesmo mercado de trabalho. Gerações que foram criadas com conceitos diferentes e começaram a trabalhar em períodos com leis trabalhistas diferentes. É necessária uma análise do passado para entender o momento atual e entender as tendências futuras.

Contratos e serviços de antigamente

A evolução dos trabalhos, formas de serviço e contratações está diretamente ligado com o desenvolvimento sócio-econômico e tecnológico de uma cultura. Um exemplo é o Código de Hamurabi, baseado nas Leis de Talião – “olho por olho, dente por dente”. Era uma forma de organização da sociedade, que ditava os direitos e deveres do povo da Babilônia. É algo de um ano próximo de 1700 a.C., portanto, muitas das coisas não fazem sentido atualmente. Contudo, era uma forma de regulamentar o cumprimento dos contratos realizados.  

Não é necessário ir tão longe na história para compreender o período atual. Podemos começar a falar a partir da Revolução Industrial, na Inglaterra. Por volta do século XVIII houve uma virada nas relações de trabalho. 

old mechanical parts
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Os expedientes de trabalho eram muito longos, chegando a 16 horas diárias com “direito” a uma pausa de, no máximo, 30 minutos. As condições de trabalho eram extremamente precárias, trazendo uma falta de segurança aos trabalhadores, e o valor pago pelo serviço era muito pequeno. Não havia um contrato propriamente assinado, com garantias para o trabalhador. Se este ficasse doente, poderia ser facilmente substituído e enquanto não trabalhasse, não receberia.

Como a situação era ruim para os prestadores de serviço, muitos se reuniram a fim de exigir melhores salários e jornadas de trabalho. Nesta época foram criadas organizações de trabalhadores, mais conhecidas como sindicatos.

A partir deste momento, começaram as lutas em prol dos direitos dos trabalhadores. Conforme as tecnologias e a sociedade avançavam, as exigências mudavam. Por exemplo, no século XIX, a luta pela representação de trabalhadores dentro da política e o direito a voto foram pautas. Muita coisa foi mudada e implementada graças a pressão – geralmente através de greves – dos trabalhadores.

Essas mobilizações não começaram na Revolução Industrial. A movimentação de uma parcela da população contra os empregadores veio de muito tempo antes. Porém, na Revolução Industrial foi escancarada a necessidade de constantes análises do cenário social, mudanças para gerar melhorias e luta pelos direitos dos trabalhadores.

Por que estamos abordando a Revolução Industrial inicialmente? Foi o que consolidou o sistema econômico atual. Por isso a grande importância e contextualização. Começou na Inglaterra, mas foi disseminada pela Europa Ocidental e, depois, por todo o mundo.

Depois, ainda tivemos as Revoluções Industriais 2.0, 3.0 e 4.0. Todas impactaram as formas de contratação, prestação de serviços e até os tipos de empregos disponíveis.

CONTRATAÇÃO CLT

No cenário nacional temos a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Foi sancionada justamente no dia 1° de maio de 1943, por Getúlio Vargas. Apesar de relacionarmos a sigla CLT com carteira de trabalho, não é isso que ela representa.

A CLT é o instrumento de regularização de relações de trabalho. Periodicamente, ela pode ser atualizada para melhor representar as necessidades e direitos dos trabalhadores. Contudo, exige uma grande análise dos avanços da sociedade, da parte jurista e de uma intervenção política. Por isso, é um pouco complicado para que mudanças anuais ou até em cada década sejam feitas. 

Outro fator que é um empecilho é o alvoroço causado pela possibilidade de mudanças. Infelizmente, tem uma parcela da população que tem medo do que as atualizações podem causar ao seu setor de trabalho. É mais um motivo para que essas alterações sejam muito bem pensadas, discutidas e divulgadas.

A CLT previa apenas três tipos de contratação: o regime parcial, o regime integral e o regime temporário. Até para a contratação temporária, exigia-se um vínculo empregatício com todos os impostos, direitos e deveres de um trabalhador.

Se uma empresa quisesse contratar um terceirizado, só poderia fazer isso com profissionais para atividades-meio. Ou seja, as atividades que não são expressas no contrato social como essenciais para a empresa. Geralmente, serviço de vigilância, limpeza etc.

  Não existia uma regulamentação para freelancers e para regime de trabalho remoto, por exemplo. Coisas que são comuns nos últimos anos.

Reforma Trabalhista de 2017 

As formas de trabalho passaram a ter diversas mudanças. As necessidades tanto dos trabalhadores quanto dos empregadores passaram a ser outras. Alguns profissionais que queriam trabalhar de uma forma mais flexível eram impossibilitados pelas regulações vigentes.

Portanto, o governo criou uma Reforma Trabalhista com novas regras para atualizar a Consolidação das Leis do Trabalho. Ela foi sancionada em 13 de julho de 2017, por Michel Temer.

Um dos grandes objetivos – além de atualizar as normas – foi o incentivo à movimentação da economia. Os governantes chegaram a conclusão que ampliar as formas de prestação de serviço e regularizar trabalhos que não eram previstos pela CLT iria trazer benefícios econômicos para toda a nação.

As mudanças foram muitas e fizeram com que empresas e profissionais flexibilizassem as formas de trabalho. A mais divulgada, provavelmente, foi a que condições de trabalho podem ser acordadas entre trabalhador e empregador, podendo ser diferente das previstas por lei.

Houve, também, a criação de mais modalidades de trabalho, como a possibilidade do trabalho home office e o trabalho intermitente. Este último refere-se a trabalhadores que têm carteira assinada, com todos os direitos trabalhistas, mas presta serviços apenas quando for requisitado e recebe pelas horas equivalentes ao trabalho. 

A terceirização também foi possibilitada. Agora não mais apenas de atividades-meio, mas atividades-fim. Contudo, a contratação precisa ser feita através de uma empresa prestadora de serviços. 

Os profissionais autônomos e liberais têm mais autonomia para prestarem serviços para empresas. É possível fazer isso sem gerar um vínculo. Portanto, o profissional presta o seu serviço de acordo com o preço e prazo combinados.

Com a reforma e todas as brechas abertas por ela, houve uma maior flexibilização que gerou uma maior satisfação referente a produtividade tanto para colaboradores quanto para quem os emprega. 

Tendências nas Formas de Contratação

Um pouco antes da pandemia já havia uma lenta mudança no mercado de trabalho. Com a entrada da geração Z no mercado de trabalho, um novo perfil de trabalhador vem sendo notado. 

Se antes o foco de um profissional era construir uma carreira dentro de uma empresa, com carteira assinada, hoje isso se perdeu um pouco. Principalmente a geração dos Baby Boomers tinha uma urgência maior na estabilidade financeira, a procura maior era por empresas grandes, renomadas e, principalmente, trabalhos presenciais. 

Atualmente, temos um conceito mais aberto de carreira. Alguns profissionais ficam em uma empresa até o momento em que se sentem confortáveis. As formalidades e sistemas extremamente marcados da hierarquia empresarial estão sendo deixados um pouco de lado.

An adult male businessman in a mask sits on the street in a cafe, communicates on the network

Isso impacta nos horários e regimes de trabalho. São horários mais alternativos, fugindo do básico, que é o horário comercial. Além disso, muitas empresas estão estudando a opção de aderirem ao regime híbrido, que mescla o trabalho presencial com o home office.

O contexto profissional, principalmente para as gerações Z e Y, estão diretamente ligados à satisfação pessoal. É complicado para as empresas conseguirem reter talentos, porque os profissionais buscam novos desafios, mudando de carreira e perseguindo novos sonhos.

Um grande resultado atual dessas características é a ampliação dos freelancers. Profissionais autônomos ou liberais que disponibilizam seus serviços para pessoas ou empresas. Tudo depende da demanda de quem está precisando do profissional. De qualquer forma, é benéfico para os dois. O freelancer tem mais flexibilidade e autonomia para realizar seus trabalhos. Já quem o contrata tem uma redução de custos em relação a um profissional fixo.

Outra tendência que está crescendo é referente à Revolução Industrial 4.0. A maior utilização de inteligência artificial e dispositivos digitais para deixar os negócios mais estratégicos. 

Em resumo, a tendência futura é uma grande flexibilização com o uso de ferramentas digitais. Tanto as empresas quanto os profissionais precisarão se moldar às novas formas de trabalho. A diminuição de trabalhadores com carteira assinada já está acontecendo. Portanto, os empregadores precisam estudar seus quadros de funções e analisar a necessidade de contratar algum profissional. 

Enquanto isso, os trabalhadores exploram os tipos de carreiras que querem seguir e como podem oferecer seus serviços. Porém, precisam estar atualizados enquanto as novas tecnologias de suas áreas.

Trampa: O app de contratação para freelas, jobs e trabalhos sob demanda

A Trampa é uma solução atual que visa implementar inovações a partir das tendências. Nossa plataforma já realiza tarefas que abordam uma forma de prestação de serviços atual, mas que ainda se mostra nova no mercado.

Acreditamos na flexibilização das contratações e prestações de serviços. É possível ter uma equipe fixa que desempenhe o essencial do negócio e encontrar freelancers, profissionais liberais e autônomos que possam prestar um serviço de acordo com a demanda. 

Não há vínculo empregatício. A empresa ou pessoa tem uma demanda e o profissional a supre, recebendo por hora trabalhada. Isso é positivo tanto para quem oferece o job quanto para quem o realiza. O trabalhador pode fazer uma renda extra e a empresa tem a sua demanda atendida por alguém capacitado. 

Novas formas de trabalho sempre aparecerão, e estamos preparados para nos adaptarmos às mudanças. Queremos que você possa fazer parte disso também! Nossa plataforma é para todos os tipos de trampos e profissionais. 

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